As Crônicas da Terra do Lago

As Crônicas da Terra do Lago - O primeiro ministro - Um reino oprimido por um impiedoso invasor em uma terra distante. Magia e aventura por entre florestas e castelos na busca da jovem princesa Diana por seu reino perdido.

domingo, 28 de agosto de 2011

Poemas da Lua - O tempo

O tempo
Iracy Araujo

Breve tempo que me aguarda
Nas estradas de acolá
E a noite enluarada
Não deixará de brilhar

Quem sabe o tempo é bondoso
E pode me deixar ficar
Um pouco de luz e consolo
Para meu corpo descansar

Mas decerto que esta estrada
Vem ao deserto cruzar
E a amargura da jornada
Faz minh'alma reclamar

Se longe são só sentimentos
Um rio de lamentações
O desfecho do tormento
À procura de ilusões

Se posso um dia encontrar
Toda a paz que eu procuro
E na plácida luz me deitar
E te achar em meu futuro

domingo, 7 de agosto de 2011

Poemas da Lua - Eternidade

Eternidade - Iracy Araujo

A brisa que o teu sonho embala
Doce silêncio neste catavento
A beleza penetra na sala
E espalha ao vento meu dicernimento

Doces lembranças vem a tona
Desesperanças teimam em aparecer
Os olhos claros que hoje me assombra
Vislumbram a luz de um alvorecer

Triste destino é não ter a lua
No alto céu a me proteger
O belo vento a perseguir na rua
Toda a poeira do amanhecer

Sei que no fundo tudo são impressões
Desde a lua até o sol nascer
A eternidade dessas emoções
Só pode enfim a dor se desfazer

domingo, 31 de julho de 2011

Poemas da Lua - O som da floresta

O som da floresta

A lua vai a contento
Na densa  sombra emplumada
No doce som renascendo
A fresta relampejada

Perdera a vida o tormento
Da noite enluarada
A se encontrar nesse vento
A terra despreparada

Se posso então procurar
Na floresta do destino
Essa flecha a me lançar
A doce luz do destino

Vou pelos bosques caminhar
Buscando em vão o entardecer
Os sonhos não vão me alcançar
Posso enfim me esquecer

Poemas da Lua - As pedras

As pedras

Não posso crer que nesse ponto
No confronto em que estou
Posso encontrar o pressuposto
Dentro do ponto aonde vou

Por certo estas simples palavras
Vão se perder pelo caminho
De duras pedras a estrada
A percorrer o frio vazio

Mas em meu céu encontro a lua
A dar-me luz no desatino
De esquecer que ainda sou tua
A me perder de meu destino

Tristes lembranças da janela
O céu nublado a me alcançar
A esperança desespera
Não pude deixar-me ficar

Vou entre pontes e moradas
A procurar um novo rio
A esperar minha alvorada
Deixar à lua o seu vazio

Iracy Araujo

Poemas da Lua - O tempo do vento

O tempo do vento
Em uma noite tão clara
Por certo podemos achar
Por entre as dobras da folhas
Um pedaço do luar

Dentre as sombras que permeia
Os versos que posso achar
Esta a pureza que volteia
No espaço deste cantar

Entre os olhos da noite
Buscando a luz encontrar
Percebo a dor no açoite
Do frio que em meu corpo está

E embora possa o tempo
Nunca deixar de passar
Quem sabe com esse vento
Possa meu tempo voltar


Iracy Araujo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Poemas da Lua - A Luz

A luz

Quando tua luz brilhar em mim
Dentro da paz de um arvoredo
Perto da vida, num carmim
A esconder-se do nevoeiro

A ilusão desta alvorada
Não vê o chão a me apoiar
A esperança na sacada
Nos vê a todos, com pesar

Ponderações posso fazer
A vida inteira perguntar
E ver a relva florescer
Sem nunca pensar em ficar

Posso fugir desse destino
Perde-me enfim num atoleiro
Ma se enfim volto o caminho
Buscar a luz em um veleiro

sábado, 9 de julho de 2011

Poemas da Lua - O destino do sonho

O destino do sonho

Quando o sol enfim brilhar
Na clareza do outro dia
E pela terra passar
A leveza que nos guia

Posso então me encontrar
Num mundo novo e inseguro
Mas por certo vou achar
Um lugar, porto seguro

Quem sabe ao certo na vida
Se encontramos o destino
Ou o traçado da trilha
Vai levar ao desatino

Mas se é certo que o sonho
Possa então nos indicar
O caminho que suponho
Possa a vida encontrar